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filmes que tenho assistido nos últimos tempos. 3

meu blog virou só uma plataforma pra eu registrar os filmes que tenho assistido. e estão ficando frequentes esses registros – e eu não sei se isso é bom, por eu estar assistindo muitos filmes, ou se é ruim, por eu não ter mais inspiração pra escrever nenhuma crônicazinha.

enfim.

quarta feira a noite saí pra jantar com um menino. conversamos daquelas coisas que a gente conversa quando tá conhecendo alguém, sabe? ele é formado em cinema e perguntei sobre o tipo de filmes que ele gostava de assistir.

enquanto comíamos um hamburguer com rúcula e cogumelos, o moço me disse: “me gustan las películas sencillas, que hablan de temas del día a día, cosas cotidianas y reales. dramas, pero no necesariamente dramas. nada de ficcion científica o esas cosas. algo próximo, sencillo y humano”

fiquei meio de boca aberta, só olhando pra ele. quando ele me perguntou do meu tipo de filmes eu disse que nunca conseguia explicar bem como era meu gosto pra cinema, mas que ele tinha respondido tirando as palavras da minha cabeça/coração, por isso a minha incredulidade ao olhá-lo expressando sua resposta. agora já sei como responder essa pergunta.

conversamos um pouco sobre diretores, fotografias, atores, histórias, e truques de cena. eu tô mt longe de ser expert no assunto, mas essas minhas listas crescentes de filmes me ajudar a ter uma base de conversa.

vamos lá… não sei bem por onde começo… eu contei por aqui que to tentando manter uma proporção de 1 filme brasileiro pra 1 filme estrangeiro e pra 1 americano? não lembro, mas a questão é que to tentando manter um equilíbrio entre os três. em filme estrangeiro entram todos os filmes latinos que eu tanto amo. acho que aqui na argentina tem mto mais filmes latinos disponíveis pra ver na netflix (to triste que minha lista vai diminuir consideravelmente amanhã =( ).

tenho dois favoritos dessa lista.

um deles é o brasileiro “califórnia”, dirigido pela marina persuhn. cara, eu gosto muitão de romances adolescentes e ~bobos~. adorei a história que se passa nos anos 90, com detalhes (direção de arte será o nome disso?), referências e fotografias deliciosas. gostei dos personagens, me apaixonei junto, senti demais todas as minhas experiências e sentimentos de quando tinha 16/17 anos. pra mim, esse filme tem uma das cenas de beijos mais lindas e gostosas que eu já assisti, um beijo super molhado, real e delicioso. amei. e amei mais ainda por ser brasileiro e dirigido por uma mulher.

o outro que amei tem uma temática que flutua pelo mesmo ambiente do anterior. tem rock n’roll, romance adolescente e fotografia boa, mas rola um pouco antes, nos anos 80. “sing street” é um pouco mais distante da gente, porque ele rola em dublin, na irlanda. a história é basicamente de um grupo de jovens decide montar uma banda porque o vocalista quer impressionar uma menina um pouco mais velha… nada demais, mas eu amei taaaanto haha. ele é meio musical, tem umas 4 ou 5 músicas no meio da história, cantadas inteiras enquanto mostra a evolução da banda e a evolução (ou não) do romancezinho. achei o figurino impecável. eu não entendo nada de música, então assistir esses filmes foi super legal pra ter um panorama de como era o rock dos 80 e dos 90.

 

finalmente assisti um filme do tarantino, pulp fiction no caso. apesar da violência bleh, foi bom acrescentar um filme desse moço pro meu repertório, e dá pra entender porque ele é tão aclamado. assisti também donnie darko pra ver se eu entendia algo, mas adivinhem…. não. fiz a família toda sentar na sala (e dormir) pra assistir elena (eu gostei do documentário, mas foi difícil demais da conta não dormir). e vi também chatô, o rei do brasil.

o penúltimo filme dessa breve listinha foi VIPs e to levando um horror de tempo pra me lembrar sobre o que era. opa, lembrei. brasileiro, wagner moura, tráfico. transtorno psicológico bipolar (digo eu), falta de identidade, e pressão constante de uma sociedade que exige riqueza, sucesso e prestígio social. o filme é inspirado na história real de um vigarista brasileiro, e a atuação do wagner moura é impecável. eu não conhecia/lembrava da história, mas achei bem interessantezinha. o filme me envolveu, mas não encantou demais, não.

e os três que sobraram são filmes mexicanos (eles tem uma produção incrível demais da conta). depois de lúcia é um filme que comecei a assistir achando que ia ser super leve e tranquis mas que não consegui terminar, de tão forte. meu coração ficou absolutamente destroçado. elvira é uma história dramática com umas boas pitadas de humor, achei legal. e rezeta é um filme que eu acabei de assistir e que ganha uns pontos extras por não ter uma narrativa tão delineada, com começo meio e fim (tenho discutido muito sobre a necessidade ou não disso). a história fala de relacionamentos e relações puramente reais, todos de uma menina. o que eu achei extremamente machista dele foi a descrição no netflix, que fala de “uma menina que usa seu charme pra conseguir o que quer”, e pra mim o filme não fala nada disso, ela é só uma menina normal.

vou postar sem revisão nenhuma, porque se eu tenho uma certeza de que pouquíssimasíssimasíssimas pessoas lêem aqui, essa certeza só aumenta quando se tratam desses textos sobre filmes.

boa noite ❤

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filmes que tenho assistido nos últimos tempos. 2

então, vamo lá pro meu exercício mensal de memória. vamos ver se eu lembro ou se o netflix me ajuda a lembrar dos últimos filmes que assisti por essas semanas.

acabei de ver “allende”, que conta a história do último dia de democracia antes do golpe militar no chile, revivendo as últimas horas de salvador allende no palácio de la moneda. conhecia muito pouco do ex-presidente chileno e o filme me passou uma imagem tão humana, real e forte dele, com pensamentos e ideais que são os que eu gostaria muito que um presidente da república tivesse. sobre a ditadura militar no chile eu já conhecia um pouco mais, mas saber exatamente como foi a tomada de poder deles, todas as pressões que influenciaram nisso, sob a perspectiva de dentro do palácio foi mt interessante.

assisti também “into the wild” (to tentando intercalar um filme de produção latina com um mais hollywoodiano hehehe). demorei mais ou menos umas duas semanas até terminar esse filme, eu fico enrolando, pausando, assistindo outras coisas no meio. mas o filme é muito bom! além de ser o preferido do meu irmão, foi uma indicação mto animada e inesperada de um amigo meu. conta a história de um cara filhinho de papai, rodeado por uma sociedade um tanto vazia e hipócrita (como a nossa, eu sei) que decide fugir e viver uma aventura no alasca. ele vai conhecendo pessoas incríveis no caminho, sobrevivendo de um jeito foda e o filme tem locações e cenários absurdamente lindos. eu gostei bastante do filme.

de brasileiros, me surpreendi muito com “entre nós”, um drama com grandes atores da nossa dramaturgia, que conta a história de jovens hippies dos anos 90 que se encontram em 2002 depois de 10 anos separados, misturando dramas da vida adulta com tensões dentro das relações deles. um dos pontos que adorei do filme pra mim foi uma conversa boba que eles tiverem sobre o que imaginavam da política brasileira, sob a ótica das eleições em 2002. gostei e indico mto!

deixa eu pensar no que mais temos… “the fundamentals of caring”, produção original do netflix que achei mto amorzinho e delícia de assistir. “inevitável”, produção metade argentina, metade espanhola, que me lembrou por vezes “el secreto de sus ojos” (não sei porque, talvez não tenha nada a ver, mas…), é uma história onde todos os pontos estão ligados e amarrados e você vai se dando conta disso durante a trama.

assisti o doc de cidade de deus, 10 anos, sem nem ter assistido o filme ainda (tarefa dessa semana, prometo), o independente francês “eu matei minha mãe”, o nada independente espanhol “ocho apellidos catalones”, e o chileno “alma”.

finalmente assisti “frida” – e que mulher, né não? ❤

vi dois eps de “love” e de “bojack”, comecei a assisti “hope”, mas achei forte demais pra mim. e demorei umas 3 semanas pra conseguir terminar o filme, mas finalmente assisti “amelie poulain” inteiro. também vi um doc sobre a “woodstock”, loja que marcou o rock brasileiro e to no meio de uns outros 30 docs e filmes, que uma hora acabo.

queria agradecer imensamente à netflix que agora permite que eu baixe os filmes no meu celular (como não tenho internet em casa, isso fazia com que eu não conseguisse assistir quase nada durante a semana) e ao mesmo tempo dizer que graças a isso vou atrasar todos meus podcasts, ou seja, isso é péssimo. dizer também que to assustada com isso de só consumir o que a netflix permite que eu consuma, isso não tá certo não.

enfimmmm, deve ter mais coisas, mas eu não lembro.

tchau.