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mole que nem lámen.

sim sim sim, sei que eu devia falar dessa última viagem. mas o eu quero mesmo é aproveitar o momento pra falar da minha viagem do começo do ano.

eu preciso ter um textinho sobre ela por aqui (ou por qualquer lugar, na verdade).

quero falar do japão. quero repetir essa frase que eu sempre falo quando me perguntam como é o japão.

a verdade é que: mais louco do que o japão, é o sentimento de estar no japão.

quer dizer, tóquio é massa pra caramba (e confesso que seria mais massa – desculpa márcio, se você ler isso, te amo – se eu não tivesse ido com meu chefe). tóquio é gigante, é organizado, é limpo, é respeitoso.

tóquio foi frio pra mim – de clima e não só disso.

tóquio era gigante pra mim, eu me sentia um pontinho de nada. um potinho de nada maravilhado com a imensidão das coisas ao redor.

tóquio era limpo, organizado, respeitoso. frio.

tóquio foi mais ocidental do que eu esperada.

nossa, percebi que eu sinto o gosto de tóquio na minha boca. eu sinto o cheiro.

eu me sinto andando pela multidão de japoneses atravessando as ruas apressados. eu vejo eles acenando com a cabeça, com o tronco, enquanto dizem um oi que eu não entendo.

eu lembro do senhorzinho que atendia no bar perto do hotel, onde eu fiquei sozinha por uma hora e pouco lá pleas duas ou três da madrugada. ele fazia de tudo pra que eu conseguisse entender o cardápio e entender o que ele me dizia. eu não entendia nada.

eu me arrepio lembrando de tóquio. e agora, arrepiada, só agora, é que eu me dou conta do quanto eu gostei de lá.

tava frio. congelante. o jetlag acabou comigo.

ai, o gosto do café da manhã não sai da minha boca.

mas repito: mais louco do que o japão, é a sensação de estar lá.

a sensação de estar do outro lado do mundo. de ter viajado umas trinta e poucas horas divididas entre várias escalas de vôo. a sensação de estar doze horas na frente da minha família e dos meus amigos.

a sensação de que porra, eu to japão sabe?

ainda é meio surreal. cara, que doidera. eu fui pro japão.

fico nervosa de pensar. nervosa de escrever. que doido isso, meu deus. que doido andar pela rua e ver todas as placas desenhadas com símbolos que eu não faço ideia do que querem dizer (e que me parecem tão iguais).

que doido sentir o tempero de tóquio. lámen e tantos outros pratos que eu não vou lembrar o nome.

acordar torcendo pra ter aquele negócio que eu ainda não o nome no café da manhã. enfiar meu hashi no nuggets, mergulhar no ketchup e comer enquato sou julgada por outras pessoas.

ai, e a batata frita com molho diferente (parecia um maracuja picante) que eu comprei no mc??

ai.

que delícia relembrar essas coisas aleatórias que fizeram meu texto não ter nem concordância nem sentido.

tá tudo bem, é como se eu tentasse falar japonês.

ai ai. tóquio.

vc vai me fazer dormir com o coração meio mole viu. e eu nem sabia que meu coração era assim mole por você.

quando a gente vai se ver de novo?

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forcinha extra.

eu voltei de viagem sem nenhum textinho por aqui.

(aliás, faz um tempo que não tem nada por aqui, né).

e o pior é que dessa vez eu tinha história demais pra escrever, reflexão demais pra fazer. mas cadê esses escritos todos?

não tão nos caderninhos, não. não tão em lugar nenhum pra falar a verdade…

e isso é bem ruim, porque poxa: como que eu vou lembrar se na minha memória não posso confiar?

vou fazer assim ó. já que nem tenho tanta coisa pra fazer mesmo (ér… mentira), porque não me lotar com novos desafios?

quero doze textos na minha mesa, pra ontem, dona isadora. três pra cada lugar onde você foi nessa viagem, entendido?

feito!

mas não precisa ser pra ontem não. to feliz se até fim do ano sair metade disso tudo (epa, metade não, tem que sair tudo poxa vida).

tá tá tá. bora escrever um pouco.