0

só mais uma noite.

IMG_1766.JPG

vam pro bar?

uma cerveja e um mojito.

moços com seu uniforme padrão: terno, cachecol, sapato e óculos moderninho.

moças com meias trocadas e calças curtas.

o ar é familiar e amigável. como disse meu chefe, parece que alguns amigos abriram um bar só pra receber e servir amigos ali.

todos se cumprimentam com um beijo em cada bochecha.

música? tem sim.

decoração bonita e trash? também.

são vinte e três horas e quarenta minutos e um moço, também com seu uniforme francês, senta-se na mesa ao lado e abre o jornal pra ler as notícias do dia.

ao mesmo tempo, do outro lado do ambiente escuro, uma estante entulhada de livros são analisados pro um grupo de jovens.

só mais uma noite normal de um bar qualquer em paris.

0

filmes que tenho assistido nos últimos tempos.

fiz um escândalo pro meu chefe pegar meu notebook guardado no porta malas (?) de mão do avião. to voltando de nove dias na europa, minha primeira viagem pro outro continente e minha viagem mais longe até agora.

o escândalo foi na hora de maior êxtase de um filme que to assistindo. eu precisava expressar, comentar, falar pra alguém o quanto to gostando do filme.

tenho assistido três vezes mais filmes do que assisti ano passado, e isso tem bastante a ver com como tenho levado meu dois mil e dezesseis. é meio chato não ter com quem compartilhar todas as referências que ando tendo, mais chato ainda é que as pessoas não enxergam as referências do mesmo jeito que eu.

(tá, gente, eu sei que isso é o mais legal que existe. que cada um tenha suas visões diferentes, no caso. mas é só meu momento desabafo e revolta com a vida, não em julguem por isso)

enfim!!!! preciso contar do filme que to assistindo, e deixar anotado em algum lugar todos os filmes que assisti nos últimos dias/meses.

to assistindo sin filtro, um filme chileno de sotaque carregadíssimo, gírias que nunca ouvi falar na vida e muitos palavrões deliciosos de ouvir. vamos partir do princípio de que procurei só filmes latinos pra assistir nesse voo (obrigada latam pela categoria “latinos” dentro dos filmes – mesmo que não sejam nem dez por cento do total de filmes que vocês oferecem).

decidi começar com o sin filtro justamente por ser uma comédia romântica daquelas bem água com açúcar, bem leve e boba. a história segue as narrativas já conhecidas dos romances norte americanos, mas com um quê de atual, de latino, de “eu”, por isso me identifiquei muitão. a protagonista tem seus trinta e sete anos e está passando por crises no relacionamento, nas amizades e principalmente no trabalho, isso faz com que ela se entupa de remédios e tenha crises de ansiedade e de pânico. a história vai contando como é o desfecho disso tudo, como pia, a protagonista, faz pra se libertar. dois minutos antes de acabar o filme eu tava achando o final super previsível, mas thank you god ele terminou um pouco melhor do que isso. fiquei feliz ao longo da uma hora e quarenta do filme por ele tratar de assuntos de empoderamento e por ter uma personagem principal forte e mulher, mas acabei me decepcionando (como sempre) quando vi o “direção, produção fotografia, roteiro” e tudo o mais só preenchido por nomes masculinos. enfim, achei sin filtro super delicinha de assistir – se estiver buscando esse tipo de romances – e achei ele real, palpável, dia a dia, o que são coisas que eu amo em filmes (um plus é que o filme acaba com um rock chileno daqueles que eu amo muitinho).

seguindo essa linha de comédia romântica boba e gostosinha de assistir, faz umas semanas assisti “requisitos para ser una persona normal” e foi um dos filmes mais amor que eu assisti em muito tempo!! o filme é todo eu. fotografia minha cara, direção que eu acho linda, roteiro bobo e saudável de assistir, personagem principal real, linda, maravilhosa, ambientação na espanha… sei lá o que falar gente, é muito eu em um filme só. foi dirigido e escrito por uma mulher (a mesma que protagoniza o filme), tem um quê adolescente, juvenil, e fica todo em torno de uma angústia que é comum na nossa vida, já que, infelizmente, nos cobramos muito pra ter uma vida perfeita.

um pouco menos bobo do que esses, assisti “joven y alocada”, chileno, dirigido e protagonizado por mulheres (eeeee). e cara… o que dizer. a protagonista tem uma família super evangélica, mais extrema do que aquela típica tradicional brasileira. ela ta pouco se fodendo pra isso tudo, e mantém um blog super porn e com vocabulário um tanto quanto chulo, criticando muito o mundo em que vive. na segunda parte do filme, ela acaba se envolvendo com um menino e simultaneamente com uma menina, e a história vai se desenrolando e mostrando os conflitos e confusões em que ela se encontra. eu curti muito a fotografia e a direção do filme, achei diferente. meio instigante, sei lá. talvez seja só coisa da minha cabeça também

não acho que essas informações vão ser interessantes pra alguém, mas né, meu blog, my rules. pra exercitar minha memória e me ajudar a lembrar disso depois, vou listras outros filmes que vi nesses tempos.

de animação, assisti finalmente divertidamente (muito amor, fiz meu chefe assistir agora no vôo) e procurando dory.

mais pro começo do ano assisti el secreto de tus ojos, la cueva de las luciernagas, frozen e não vou lembrar mais de nenhum.

assisti também clube da luta (uau, qqéissoein,isa), código da vinci, todo sobre mi madre (gente, to até no almodóvar, que orgulho), relatos selvagens, o lar das crianças peculiares, fourth men out, cuatro lunas e os brasileiros tatuagem e hoje eu quero voltar sozinho.

esses quatro últimos, bem por acaso, tem relacionamentos homossexuais no meio do enredo. é foda como a gente vive um mundo heteronormativo, não é? acostumados desde cedo a só ver casais héteros nas revistas, novelas e filmes. foi bem interessante observar as histórias com casais diferentes dos que eu to acostumada a ver.

sei que os meus pouco mais de dez filmes são pouca coisa pra listinha de filmes de praticamente um ano inteiro, mas é muitão pro meu padrão, e eu to bastante feliz por isso!

(eu não to conseguindo me concentrar pra escrever isso daqui, deve ter ficado tudo sem pé nem cabeça – e sem um final certo, mas fazê o quê né hahaha bjs).

0

uma única noite londrina.

sem-titulo-1

ouvi dois moços falarem um idioma diferente. não era inglês… ou talvez fosse um inglês com um sotaque carregado. de dreads no cabelo, mas com um estilo bastante europeu. qual idioma será que eles estão falando?

em alguns momentos senti ter ouvido português, mas ouvindo com mais atenção parece que não é não…

ou será que é?

enfim, to preocupada com o que vou fazer em seguida… comprei uma entrada pra um pubcrawl, mas não tenho mapa pra ver onde fica o bar/ponto de encontro.

desci em uma estação super distante. sinto que sou a única mulher andando essa hora sozinha por aqui e cara, não sei mais o que é medo ou o que é frio na barriga.

procuro meu ticket pra entrar de novo no metro, passo pela catraca e aqueles dois moços estão bem atrás de mim.

não entendo direito o que eles falam, mas com certeza agora dá pra ouvir o bom português. português brasileiro, português baiano inclusive.

“ahhhh, ceis são brasileiros, ainda bem que achei vocês, to perdida!!!”

marcos e natan tão indo pro mesmo pub crawl que eu. os assuntos desenrolam rápido e fácil. músicos, viajando pela europa, entusiasmados, baianos, gente boa, só good vibes.

natan tá fazendo doutorado em música, acho que eles devem ser bem mais velhos que eu.

no primeiro bar, a primeira dose. uma cerveja cada um, dividimos a segunda e a terceira. tem uns moços de liverpool e uma moça estadunidense no acompanhando no pubcrawl.

o próximo bar é cubano. reggaeton, ahhhh como é bom ouvir!

“te lo vas a caer, te lo digo mujer, eh ah”

mais shot, uma rodada de drinks pagos pelos liverpoolinos.

paramos na conveniência antes do próximo bar. cerveja. pego um chocolate, porque acho que já to passando da conta (ainda mais sozinha em camden).

próximo bar, mais shot, mais cerveja. banheiro. banheiro é sempre meu termômetro pra eu ver o quanto to bêbada. (acho que to bastante).

próximo bar, balada final. natan disse que o bar é top! Sim, ele disse top.

entramos e tequila!

banheiro.

balada esquisita… os meninos tão animados, mas eu… já são duas da manhã e amanhã eu trabalho, é a minha desculpa.

ainda não sei como vou voltar pro hotel

“meninos, foi maravilhoso ter encontrado vocês no metro, obrigada demaaaaaaaais pela companhia hoje, mas eu tenho que ir…”

“nãaaao, fica mais um pouco…”

vou ficar não. abraço. bora comer e ver como vou pra casa.

a saída é confusa, faz frio.

tem um moço na minha frente. “heey”

falo algumas palavras em inglês com ele mas não faço a menor ideia de como é que ele tá me entendendo, porque minha pronúncia é horrível. ele é francês, tá a pouco tempo em londres.

tento falar que acabei de vir de paris mas me atrapalho demais com as palavras. de alguma forma ele entende que eu não tenho como ir pra casa. tiro um mapa do meu bolso e mostro a localização do meu hotel.

mostro também meu ticket do metro

“it will work now? or it was just until midnight?” (percebam a maravilhosa conjugação dos verbos)

ele me fala que não sabe, mas que podemos tentar.

vamos à caça de ônibus pra eu voltar pro hotel. tento explicar que eu posso ir de taxi, mas essa parte ele não me entende e insite que é melhor ir de ônibus. encontramos um ideal, agora é hora de dar tchau e esperar no ponto até chegar o número duzentos e vinte e quatro.

tenho um por cento de bateria no celular, ele pega do meu bolso e escreve seu nome no bloco de notas. não sei exatamente o que ele tá falando, mas acho que é pra eu adicioná-lo no fb e avisar quando chegar em casa.

o moço francês segue seu caminho e eu vou ficar aqui fingindo que to esperando ônibus. quando perco ele de vista vou à caça do que realmente importa pra mim: comida.

achei um subway e to andando procurando taxis ao mesmo tempo que devoro o sanduiche. minha cara deve estar toda lambuzada.

camden é tão maravilhoso!!!!!

peço ajuda pra mil pessoas pelo caminho. um segurança tá rindo agora da minha cara, falando que eu não devia conversar com estranhos, afff!!

achei um taxi vazio.

abro o mapa na cara do cara e aponto a prince square. ele topa me levar (sim, os taxistas escolhem se vale a pena a viagem ou não).

“credit card?”

yes, yes.

tchau, camden 😦

0

questionamentos.

img_3173

cadê eu falando e jorrando litros de palavras sobre londres por aqui?

perdi todo o tempo que eu tinha passeando por aí, aproveitando londres, vivendo londres, sentindo londres.

to tentando entender o que eu senti pela cidade na verdade.

em dois mil e catorze conheci uma galera incrível. eu, quietinha, e todo o resto da galera super porra loca, como costuma acontecer bastante. ele me zoavam, do tipo “ô menina, fala mais, conta mais”. eles riam enquanto me diziam que eu tava sempre com uma cara neutra. que parecia estar tudo normal o tempo todo e que eu não esboçava muitas reações/emoções. acho que é algo que me define bem e tudo bem, sou assim e é isso.

um dia, depois de terminar as atividades que tínhamos que fazer, fomos jantar, fui zoada mais algumas vezes (zoação sempre carinhosa e amorosa) e um dos meninos me olhou, colocou a mão no meu ombro esquerdo e disse algo que eu desdenhei na época. eu não consigo dizer se foi o gustavo ou o danilo. a questão é que um dos dois me perguntou se eu já conhecia londres. falei que não e ele me olhou com uma cara empolgada: “londres é tu em pessoa.

essa informação passou super batida até a hora em que todos ao meu redor dentro do trem da eurostar que ia de paris pra londres começaram a se mexer pois já estávamos chegando na estação final.

chegamos e eu respirei pela primeira vez o ar londrino (não que tenha alguma diferença no ar daqui hahaha).

descemos do trem, eu vi a estação, vi um relógio gigante e uma escultura maior ainda de um casal se beijando. a estética era puramente londrina e eu senti naqueles minutos o que era ser uma cidade em vez de ser uma pessoa.

acho que é meio precipitado afirmar que londres é a minha cidade favorita no mundo. Veja bem, não é fácil ganhar de medellín, são paulo e buenos aires. mas meus dois dias e algumas poucas horinhas aqui foram puro êxtase. e não é que eu tenha conhecido muita coisa, feito muitos rolês, ou conhecido muitos londrinos.

muito pelo contrário. andei nas mesmas ruas, peguei “undergrownd” nas mesmas estações e não conversei com um londrino se quer. comi mc, starbucks e subway. bebi tequila, budweiser, e corona. ou seja, parece que nada foi novo, não é?

não sei dizer o que foi que me encantou na cidade. não tem cor, não tem grafite, as casas, ruas e parques são bem parecidos… os ingleses foram simpáticos, mas até aí os franceses também foram comigo. não visitei os bairros mais alternativos e nem fui em nenhum museu.

talvez tenha algo a ver com os filmes e livros que consumi na adolescência. talvez tenha a ver com as bandas britânicas que ouvi. ou com harry potter!!! sim, harry potter me enviesou demais nisso.

só sei dizer que o sotaque londrino, as casas de tijolinhos, os quarteirões com árvores e canteiros, os ônibus de dois andares, a identidade visual das coisas públicas, o ar workaholic e todos esses detalhezinhos amados capturaram meu coração nas sessenta horas que fiquei na cidade.

londres me fez suspirar alto, falar sozinha e derreter mesmo num frio de cinco graus.

londres me fez sentir saudades mesmo sem ter saído da cidade.

e agora que eu fui embora londres me fez requestionar tudo à minha volta.

tem um mundão em londres pra viver ainda.

 

 

0

competir.

competir

sempre tive um pouco de problemas com o conceito de competições. logo eu, que participo de qualquer projeto/competição que aparecer na frente. já viajei pelo brasil por causa disso e foi graças a um evento do tipo que me apaixonei pela colombia.

eu era pilhaaaaaaaaada em todas as provas de uma gincana que tínhamos no ensino médio (em que minha turma ganhou em todos os anos em que participou – só to falando ahaha) e amo com todo o coração fazer vestibulares ou outras provas do tipo.

ainda hoje me inscrevo pra concursos e perco tempo discutindo futebol e vibrando quando a argentina ganha.

mas o conceito de competição em si, de que um tem que ser melhor que o outro, de que alguns não são “qualificados” o suficiente pra ganharem… eu não sei, é uma coisa que deixa meu coração tão mas tão mas tão desconfortável.

acho que competir faz bem pra gente. faz a gente se esforçar mais, se conhecer mais, dar muito além do que estamos acostumados a dar e sentir vibrações por baixo da pele que nenhum outro tipo de trabalho faz a gente sentir.

quando eu to competindo, me sinto transformar. é como se eu visse meu crescimento em câmera ultra rápida. é um sentimento de estar em uma bolha alheia a tudo e a todos ao meu redor. só a competição importa.

mas o engraçado disso tudo é que a competição importa, mas ganhar não importa, não. passar de fase não importa. ser melhor do que os outros não faz sentido nenhum pra mim. não é isso que eu quero, não é isso que eu tento, não é nisso que penso quando to competindo, não é por isso que eu luto.

eu luto pra ser melhor de tudo que eu poderia ser. luto pra eu me orgulhar de mim mesma amanhã e pra desfrutar de cada momento de um jeito eu nunca possa, nem queira, apagar da minha memória.

pra mim, esse é o jeito mais saudável de enfrentar qualquer competição dessas. os que competem comigo não são meus inimigos, mas sim meus aliados nessa luta por superação.

talvez seja uma visão romantizada. sei que na vida não é assim, sei que na vida é tudo questão de sobrevivência, logo, de competição. mas fico me perguntando se isso é tão necessário assim, se no fim das contas faz sentido.

na minha cabeça (e no meu coração) não faz.

competição, quando não é acompanhada de pensamentos saudáveis, só cria pessoas que se acham melhores do que os outros. pessoas prepotentes, que se frustam mais, que não são capazes de reconhecer seus erros e de reconhecer as virtudes dos outros.

aquele pensamento clichezão de que o caminho é o que importa não devia ser citado como tão clichê assim.

não faz sentido a gente ser melhor do que ninguém nessa vida.

me desejem boa sorte na competição de semana que vem 😛

2

desisto.

eu

sempre me irritei quando as pessoas ao meu redor falavam de “desistir” como se fosse a pior coisa do mundo. como se desistência fosse fracasso.

desde o começo da minha adolescência penso que desistir é antes de mais nada um ato de coragem. são poucos os corajosos que olham pra dentro de si e sabem a hora certa de abandonar o barco pra não morrerem afogados.

são poucos os que olham pro caminho percorrido e que percebem que talvez seja a hora de encontrar estradas alternativas. desistência é isso. desistência é uma escolha, e não uma escolha fracassada.

persistir, insistir, correr atrás. tudo isso importa e muito! mas o que a gente sente, o que a gente vive, nossa saúde mental e física importam muito mais. às vezes é necessário abrirmos mão de algumas coisas pra melhorarmos o que acontece dentro da gente.

chega uma hora que é preciso dar tchau, desviar, tomar outro rumo ou simplesmente parar.

e tá tudo bem. tá tudo bem parar. tá tudo bem desistir. logo, logo tem novos caminhos pra seguir, novos motivos pra lutar e a gente vai seguindo a vida tentando equilibrar nossos sonhos com nosso corpo, cabeça e coração.

repito, desistir é uma escolha. tá tudo bem.

(isso tudo é só um lembrete pra mim mesma)

2

um pézinho lá do outro lado.

img_3163

tenho alguns textos escritos no caderno e outros espalhados por várias páginas de word que quero trazer pra cá. como sou uma blogueira (rindo alto aqui, vamo rir todo mundo junto hahaha) esquisita e relaxada, vou jogar tudo pra cá de uma vez só.

to me sentindo baita injusta por ter escrito vários textinhos de paris, entupido meu instagram com fotos de lá e contado histórias parisienses pros meus papis, e quase não ter falado nada de londres e de barcelona.

barcelona, meus amigos, ah… barcelona é inigualável. cheia de vielas, ruazinhas, esconderijos, artistas de rua, grafites e pixações que amo, a cidade é toda de humanas, toda esquerdopada. como não amar?

as arquiteturas orgânicas de gaudí se misturam com praças e parques que são o contrário de orgânicos (pra mim eles parecem duros, maquinetados, industriais). os milhares de turistas de tudo quanto é canto do mundo deixam lugares escondidos só pra cidade, só pros locais (são as partes mais delícia de barcelona).

não tem nenhum momento em que minha visão não capte alguém vestindo a famosa camisa grená e azul e as varandinhas são lotadas de bandeiras da cataluña. é uma cidade gostosa de estar.

e sobre londres eu não sei o que falar. londres é meu coração em forma de cidade. os oito milhões de habitantes reforçam meu amor pelas maiores cidades do mundo. confusão de pessoas, sotaque britânico, bairro de rock, gente muito amigável.

londres tem aqueles ícones que eu to tão habituada a ver em filmes e imaginar em livros. o motorista na direita, os telefones públicos, as casas de tijolinhos, as ruas e quarteirões fofos demais e o metrô a seis andares abaixo do térreo.

posso enxergar a cartela de cores de londres quando fecho os olhos. foram dois diazinhos por lá que parece que mudaram meus planos pro futuro todinho.

em menos de dez dias conheci paris, londres e barcelona. não que eu ache que a palavra “conhecer” se encaixa bem nas pouquinhas horas livres que tive em cada cidade. mas ainda assim, pisar lá, do outro lado do oceano, foi uma sensação gostosa demais.

quero ver vocês de novo, parisienses, londrinos e catalães. ceis me esperam?