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o que eu achei de bom por aí.

roí minhas unhas até no talo – e isso foi muito libertador. muito.

uma vez criei um projeto que era um blog cuja única finalidade era linkar outros blogs e outros links. era tipo uma “links library” pra mim.

o projeto não foi pra frente, talvez por eu ter colocado muita pretensão nele…

mas como por aqui tudo é extremamente despretensioso, vou aproveitar esse dia para linkar algumas coisas que achei de interessante por aí. esse tipo de post é bem comum na blogosfera – e eu amo quando entro nos meus blogs favoritos e tem algo do tipo. nosso mundinho é cheio de coisas lindas que merecem ser compartilhadas e guardadas.

então aqui vai:

 

um. sou viciada nos textos da amanda desde que ela tinha o buenos aires para chicas, um blog que sempre vai estar na lista de melhores blogs do mundo, pra mim. sinto muita falta dos posts dela, e beeeem de vez em quando entro no são paulo, encantada pra ver se tem alguma atualização. hoje eu entrei e me deparei com esse post lindo: o tempo. foi um ótimo dia pra eu ler esse post, encheu e acalmou meu coração. a amanda fala sobre como só ele (o tempo) consegue nos fazer curar feridas. não existe viagem, mudança, baladas, boys novos ou qualquer casualidade que seja remédio certeiro pra algum problema nosso. obrigada (de novo!!), amanda. e vamos vivendo e tentando remediar o coração…

dois. quem me conhece um pouquinho, sabe que eu, apesar de (a primeira vista) parecer meio tímida/quietinha/recatada, sou meio louca. cabeça super aberta pra tudo – ou pelo menos, pra grande parte das coisas. recebi um email do medium com algumas indicações de textos pra ler (sempre recebo e é minha fonte de leituras semanal). e um deles era o “relacionamento aberto (ou obra de arte)” escrito por camilo salvador. cliquei sem nem piscar, adoro essas coisas haha. é uma leitura rápida e viciante, de um conto erótico que não sei se é fictício ou não, mas que transmite um senso de realidade gigantesco, ao mesmo tempo que é super leve e gostoso de ler. passei grande parte da leitura achando que ia ler uma filosofia e uma análise de relacionamentos abertos no final (que era o que eu esperava) – mas não acontecer, e eu amei que não tenha acontecido.

três. tenho ficado cada vez mais viciada nesses gifs de facebook. pra mim é a melhor coisa de lá – talvez a única coisa boa ainda. é bobo, eu sei… mas fico paralisada vendo hahaha.

quatro. só pra finalizar, um texto que li já fazem algumas semanas e que descreveu cer-ti-nho algumas atitudes que eu tenho e que eu não tinha percebido. sabe como é, a carapuça serviu! viajar, por exemplo, acaba sendo sempre um fuga – uma maravilhosa fuga. mas que só me ajuda paliativamente (palavra que aprendi com o pedro esses dias) e que no fundo só faz com que eu perca muitos pedaços de mim mesma. o texto fala sobre fazer, não o que queremos, mas o que achamos que nos faz parecer independentes e livres – não que tudo que eu faça seja motivada por isso, mas já fiz muitas coisas com esse pensamento inconsciente. o texto se chama “a pressão para fingir que não se importa” e é de uma revista com textos incríveis sobre feminismo, empoderamento feminino e outras causas: a capitolina.

cinco. só pra finalizar meeeesmo. to viciada em tiago iorc ultimamente e a menininha desse vídeo é inacreditável de tão linda, maravilhosa e incrível.

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love your glasses parte dois.

glasses

expliquei o primeiro motivo do nome do blog aqui. e o que eu pensei quando criei ele.

mas na verdade, com o passar dos meses, e dos posts, e das minhas filosofias, eu acabei ressignificando o love your glasses.

meu chefe tem uma teoria que diz que nós criamos lentes para olhar para as outras pessoas. como assim? é como se você colocasse óculos com lentes vermelhas para enxergar tal pessoa, sempre que você olhar pra ela/pensar nela/falar com ela, irá vê-la em vermelho. só que no caso, substituímos o vermelho por algum sentimento, algum bloqueio, algum preconceito, etc. essas lentes sempre podem ser trocadas, mas nem sempre é fácil fazer essa mudança.

aprofundando um tiquinho mais esse conceito, acredito que nós colocamos/escolhemos/recebemos/construímos lentes para olhar para o mundo. para olhar para a nossa vida e tudo ao redor.

essas lentes têm que ser atualizadas a cada dia. têm que receber carinho, atenção e muito cuidado. elas são baseados nas nossas crenças, nas nossas vivências, no nosso astral, nos nossos sentimentos e relacionamentos. elas são frutos da nossa filosofia e reflexão – ou da falta dela.

ao mesmo tempo que são fruto do que acreditamos, elas também podem mudar as coisas que acreditamos. por exemplo, se nossa lente de crenças é amarela e estamos olhando para algo azul… passamos a enxergar um objeto verde. não sei se ta dando pra acompanhar meu raciocínio… mas vamos lá.

a questão é que cada um tem uma forma de olhar pro mundo. muitas vezes, me pego pensando que não gosto de tal visão que eu tenho de algo. nessas casos, tenho que lutar muito pra trocar minha lente até encontrar uma que me agrade. até encontrar uma em que eu acredite, uma lente que me represente e que esteja conectada com quem eu sou (ou com grande parte de quem eu sou).

ou seja, eu tenho que encontrar uma lente que eu ame.

não só a lente, mas o óculos todo. uma armação que me represente, com lentes maleáveis e adaptáveis (mas íntegras na medida certa), em uma cor que combine com quem eu sou e com um grau que seja ideal para minha visão.

mais do que encontrar, eu tenho que construir as minhas lentes, adaptar, transformar.

tenho que amá-las.

sintetizando, o “love your glasses” é também um lembrete pra mim mesma. um lembrete para eu amar, cuidar (que significa transformar, educar e podar, em alguns casos) e acreditar na minha visão de mundo, nas minhas lentes.

será que to fazendo isso certo?

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love your glasses.

times square

eu bem feliz + meu óculos amado + mil turistas + esse pedacinho de mundo que nunca viu a escuridão da noite + meu chefe tentando melhorar na fotografia haha

 

sabe aquelas pessoas que você segue no twitter, nunca falou na vida, mas que se considera super amiga? então, assim é minha relação com a rafa, vulgo @rafaelabe.

sempre acompanho as opiniões (fortíssimas) dela, seu lifestyle, suas conquistas… ano passado (ou foi esse ano?) ela postou a notícia de que faria um intercâmbio na espanha! logo ela, que sempre falava dos espanhóis com tanto orgulho e propriedade.

fiquei muito feliz e comecei a acompanhar ainda mais os tweets e posts aleatórios sobre como estava sendo a vidinha dela pela europa.

esses dias ela twittou que estava em londres (ou era dublin?) e que teve que responder muitos “thank you” pra pessoas que falavam “i loved your glasses” pra ela.

daí eu me lembrei que esses dias tava querendo escrever sobre isso aqui pro blog.

quando fui pra nova iorque, vivi a mesma história. é meio bizarro porque, ok, meu óculos fica bem grande e diferente no meu rosto mesmo, mas cara… eu tava em nova iorque, onde tudo era diferente! nunca ia imaginar que eu estaria comendo no mc donalds e uma pessoa aleatória parasse na minha mesa pra dizer “i loved your glasses”.

ou que eu ia estar andando pela 34th st e um cara super estiloso me pararia no meio da rua pra dizer a mesma coisa… ou que eu fosse ouvir elogios aos meu óculos em diversas (duas) lojas no soho.

é uma coisa tão (mas tão, tão, tãaaao) boba, mas que foi a primeira coisa que contei pros meus pais quando voltei dos estados unidos.

antes de viajar, eu tinha feito um trato com meu chefe: eu ajudava ele a tirar fotografias melhores (nada daquelas fotos 45° peloamordedeuss) e ele me ajudava a contar melhor as histórias, porque eu sempre fui terrível nisso.

o blog, então, surgiu como uma maneira de completar as aulinhas que tive com ele, e de melhorar, através da escrita, a minha contação de histórias. e uma das historinhas que eu mais gostava de contar, naquela época, era justamente essa, a de ouvir vários “love your glasses” em plena manhattan!

 

ps: minha nova música favorita do momento.

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parque explora.

esse não é o tipo de post que eu me acostumei a fazer aqui pelo blog.

mas cheguei a conclusão que eu preciso compartilhar essas coisas por algum lugar. e vai ser por aqui! comecei o post pensando em falar sobre todas as coisas legais que fiz em medellín (ou as mais legais, pelo menos).

mas o post ia ficar muito extenso e chato, então decidi dividi-lo (o que não significa que ele vai deixar de ser chato).

vou tentar ilustrar com mais imagens, vídeos e informações do que o comum, além de contar sobre a minha experiência. não sei se é um formato de post legal, não sei se vou me adaptar bem, nem se vai ser interessante. mas quero muito compartilhar essas coisas e fazer mais pessoas se apaixonarem por medellín como eu me apaixonei. então lá vai…

~~ coisas legais que fiz em medellín ~~

Parque explora

  • 1. visitar o parque explora.

o parque explora é tipo um museu de ciências e tecnologia. visitei logo no meu primeiro fim de semana e de cara percebi que a galera de medellín é expert em fazer museus. eles são bons mesmo, e o parque explora me surpreendeu ao máximo. nele, dá pra entender um pouco mais sobre o porquê de medellín ser a cidade mais inovadora do mundo.

Paque explora

 

o museu tem um teorzinho infantil. a parte de baixo (térreo) é toda cheia de construções interativas que nos ensinam física, eles chamam de “sala aberta”. existem monitores que explicam o porquê das coisas, o porquê da cada experiência. é bem interessante.

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depois da parte térrea, visitamos um aquário muito rico e com animais de diversos ecossistemas diferentes. no centro dele tem uma mini selva montada. e você se sente mesmo dentro dela. e tem o nemo e a dori ❤ clica aqui pra ver o site do aquário.

no último andar é onde tem as coisas mais surpreendentemente legais. são três ou quatro exposições temáticas incríveis, que dependem da época. quando eu fui era uma sala sobre a nossa mente, uma sala sobre cinema/tv, outra sobre comida e outra sobre física.

se eu não me engano, começamos pela sala “comer”, que é uma sala temporária. a exposição é dividida em nichos interativos.

em alguns nichos, era necessário abrir gavetas, portas e empurrar paredes para encontrar informações sobre alguns alimentos. em outros existiam telas interativas onde tínhamos que montar, por exemplo, o prato típico de países diferentes ou uma refeição nutricionalmente ideal para tipos diferentes de pessoas. as exposições eram bem loucas. fotografias incríveis e tudo muuuuuuito interessante.

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nessa foto, é uma parte da expo onde tem fotografias de famílias ao redor do mundo com a sua comida do mês. é muito mais legal do que eu consigo descrever aqui.

 

a exposição “mente” era sobre o mundo dentro da nossa cabeça. eram jogos mentais, salas de ilusão (uma sala toda torta, por exemplo), quebra-cabeças e mil informações sobre os nossos neurônios que eu não tinha ideia. site exclusivo dessa sala.

a experiência de andar nessa sala do vídeo é muito doida, psicodélica, “enjoante”. mas é massa!

 

a sala “física viva” era todinha feita de experimentos. podíamos medir nossa força, nosso poder de equilíbrio, descobrir algumas coisas sobre a luz e sobre a nossa visão. medir nossas vozes, nossos ouvidos. fazíamos experimentos como correr, chutar uma bola, pular, e mil outros. tudo muito explicadinho.

por fim, a última expo que fomos era a sala “em cena”. nessa sala, nós éramos convidados a criar histórias. criar cenas, participar de cenários, criar legendas, dublagens, narrar gols, participar de uma cena de fuga… tudo isso pra mostrar como acontecem as coisas por trás das câmeras (ou na frente delas). tínhamos pouco tempo até o parque fechar, e estávamos muito cansados, por isso acabamos não aproveitando e sugando tudo que essa sala podia nos dar. mesmo assim, foi a exposição que eu achei mais incrível.

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eu, os brasileiros e a peruana ♥

como eu falei antes, o museu tem um teor infantil. mas todo mundo aproveita e aprende muuuuuito!

a entrada pro parque custa 23,000 COP (uns 27 reais), ou 14,000 COP (R$16) para estudantes.

de terça a quinta o horário é das 8h30 até as 17h30 e nos sábados e domingos abre as 10h e fecha as 18h30.

pra chegar lá, é só descer na estação de metro “universidad”.

ahh… como na maioria dos lugares públicos em medellín, tem wifi livre por lá!

Site: http://www.parqueexplora.org/

(as fotos são minhas e da divulgação do site – com uma leve editadinha pra ficar do meu jeito)

(to precisando de feedbacks sobre esse tipo de post, please amigos! haha)