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dois mil e quinze porque sim

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sobre minha alma estar viva ❤

intensidade e transformação são as palavras do meu dois mil e quinze.

o que o meu dois mil e catorze foi foda profissionalmente, meu dois mil e quinze foi perfeito na parte pessoal/social.

comecei diferente. passei a virada na argentina, com o ivan junto. tinha recém pintado meu cabelo de preto, aí ninguém da família me reconhecia – foi triste.

fui roubada e descobri o sentimento de ser roubada. dei rolê em buenos aires com o ivan. descobri meu amor por palermo. andei de metrô, super independente.

aliás, nesse ano eu andei muito de metro. em buenos, em santiago, em são paulo, e até em nova iorque – que louco falar isso!

comecei a faculdade. criei essa rotina louca de seis horas de van por dia. conheci as meninas incríveis da faculdade. aliás, conhecer a alana, a carol, a maria aline e a paula foi uma das coisas mais legais do meu dois mil e quinze.

descobri uma amizade verdadeira com elas. foram muitas risadas, muitas fofocas, mas muita força e apoio entre a gente também.

meu avô ficou doente. elas acompanharam tudo comigo. ele faleceu, e elas foram as primeiras a me abraçar. nunca vou esquecer isso.

ouvi meu pai chorar. abracei meu irmão com um aperto tão forte no peito que viramos um só. levei esfihas pra casa e convenci minha mãe a irmos para a argentina num feriadão. uma das melhores coisas que fiz no ano, por um dos piores motivos.

duas semanas depois, viajei pra uma das maiores potências econômicas do mundo. conheci hollywood. andei nas roads da califórnia. comprei um pau de selfie. chorei só de entrar na urban outfitters. visitei o pier de santa monica. fui pra milhares de outlets. me perdi em venice beach – ahhh, venice <3.

deixei nova iorque me tornar consumista. gastei mais do que podia, me senti em diversos filmes andando de taxi amarelo. vi alexandre herchcovitch em ny. me apaixonei pelo soho. deixei a energia da times square entrar dentro de mim.

voltei pro hotel todos os dias com sentimento de realização. pensei e filosofei muito sobre a vida. e voltei com a cabeça aberta e com muito mais coragem.

decidi terminar meu namoro de quatro anos. quatro anos incríveis. com o melhor cara que eu podia ter namorado. me enchi de medo. não tive coragem no começo. só consegui falar o que eu queria com o travesseiro cobrindo a cara.

queria ser solteira. livre. solta. independente. descobrir o meu mundo. saber quem eu sou.

e deu certo. a melhor escolha que fiz esse ano foi terminar o namoro.

fui pro rio, fui pra são paulo. tive um final de semana foda em floripa. vi baleias. fiz uma trilha. reencontrei amigas depois de dez anos. andei de fusca azul ouvindo mighty oaks no último volume. abri meu coração pra minha melhor amiga de anos. comi waffles com nutella e vi o nascer do sol na joaquina.

me reuni com as minhas duas melhores amigas de infância. que lindo ter a lúcia e a mari junto comigo, fofocando e rindo muito.

fiz um tinder. conheci muita gente legal. fui na woods e tomei meia tequila pela primeira vez. passei mal. dancei funk, forró e sertanejo.

comecei a sair mais com a cami. e compartilhar com ela todas as loucuras, medos, desejos e paixões.

me apaixonei muitas vezes. paixões de um dia, de uma noite, de algumas semanas. inclusive uma que tem durando alguns meses já.

beijei muito. um cara só, vários caras… mais de um cara por noite inclusive. coisa que eu, certinha como sou, nunca imaginei que faria.

dei pts. muitos pts. foi o ano que mais vomitei na vida. vomitei em todos os lugares possíveis. no meio da balada, na cozinha de casa, na cama de casal que eu tava dividindo com um amigo, em cima do trabalho de faculdade de uma amiga, nas minhas roupas… ok, me superei.

me perdi em uma festa open bar em floripa. fui em uma festa que era de café da manhã.

andei de moto. dei role de madrugada de moto.

fui pra argentina com um cara que eu conheci no tinder e que eu tava saindo há pouco mais de um mês. morri de medo de ser uma bosta. foi a coisa mais impulsiva que fiz na vida! e valeu a pena pra caralho.

andei nas ruas de buenos aires cantando ciudad mágica. fui pra muitos bares. andei de metro pra caralho. briguei pra caralho. discuti relação pra caralho. aliás, que relação?

andei muito de ônibus. e fiz muita coisa nesses ônibus por aí – :).

nunca tive um ano com a quilometragem tão alta. seis horas de van por dia e mais algumas viagens loucas daqui pra lá.

saí pra dar role com meu irmãozinho. com a minha irmãzinha.

fui pro chile sozinha. visitei valparaíso e me apaixonei por lá. andei muito apé também.

fui pra um role a noite que se resumiu a andar de uma ponta a outra de balneário – e dar uns bjos depois.

dei muito role sozinha. puxei papo com estranhos. fiquei bêbada na frente do meu chefe. fui pra três pub craws diferentes. dei muitos foras em baladas (não é não, ok) e alguns beijos também.

fiquei em hostel. dormi em quarto compartilhado. conheci italianos, suecos, franceses, alemães, uruguaios, mexicanos, chilenos, estadunidenses, mineiros.

fiquei com um cara da califórnia.

conheci dois colombianos que moram em jaraguá ❤

fiz uma tatuagem. grande. doída. intensa.

fui em uma parrillada em buenos aires com o felipe.

fiz coisas no meio da rua que deveriam ser feitas dentro de um quarto.

fui em motel. apé. sim, fui em motel apé. não to zoando.

peguei carona na rua com estranhos. pedi carona de colocar o dedão, sabe? morri de medo. acharam que eu era puta, claro.

dancei muito. mas muito. mas muito. muito muito muito. fui em festa de eletrônico. fui em festa de rock. fui em festa de reggaeton. fui em festa de pop, de funk, de sertanejo e de forró.

conheci muitos mundos, e descobri o meu.

fui andando da mil e sete até a univali porque tinha aula de manhã. e me perdi no caminho.

me perdi muito esse ano. apé. em jaraguá, em balneário, em buenos aires, em santiago… enfim, em todos os lugares que eu pisei.

conversei muito com taxistas. meus melhores amigos depois de uma boa balada ❤

fui pra rolê e fingi que eu só sabia falar espanhol, que era recém chegada no brasil. fingi que eu era “micaela” e fiz amigos de uma noite assim.

fiquei muito mais próxima da minha família. fofoquei muito da minha vida pra todos.

fui em um show da fresno foda numa sexta feira a noite. fui pra balneario no sábado de manhã porque tinha aula. convenci meu amigo a irmos para o show da fresno que teria em floripa no dia seguinte. voltei pra blumenau no sábado a noite. e domingo de manhã fomos para o show em floripa, foi um baita fim de semana. ufa…

perdi um amigo. vi todos meus amigos chorarem no enterro dele. abracei muito. chorei muito. percebi que meus amigos valem mais do que a minha própria alma.

fiquei na casa de um casal de amigos em são paulo (obrigada joão e jorge). visitei a world skills. reencontrei a tati, o marcelo, a paula… ah, que saudades.

economizei muito pouco. li muito pouco. assisti poucos filmes. pouca tv.

omg, eu assisti jurassic world!!!

fui pra oktober de diversas formas: no primeiro dia, eu era a isa certinha. no segundo, eu era a isadora namorandinho. no terceiro, eu fui bêbada, pra ficar com todo mundo.

fiquei mais amiga de alguns amigos meus, e menos amiga de outros. fortaleci demais minha amizade com o reynould.

decidi fazer um intercâmbio. e to me preparando pra isso.

choreiiiii.

sim, em dois mil e quinze eu chorei pra caralho. eu fiquei mimimi. eu sofri por motivos verdadeiros e por motivos random.

foi um ano de merda pra muitas pessoas ao meu redor. mas pra mim… foi impulsivo, intenso, diferente de tudo.

foi um ano que saiu lá do fundo da alma. um ano que eu não deixei de fazer nada que tinha vontade de fazer. só curti e aproveitei ao máximo cada momento. eu arrisquei muito. eu não senti medo. ou melhor, não deixei o medo me afetar. foi o ano mais verdadeiro que eu vivi. verdadeiro comigo mesma. eu fui fiel a tudo que eu senti e me desafiei a sentir coisas novas.

eu to tendo uma sucessão de anos bons. e cada ano me envolve de um diferente.

quem será a isadora de dois mil e dezesseis?

 

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não cansei.

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para uma viagem de trabalho. ❤

tive uma semana foda. sério.

cansativa, tensão pré menstrual, hormônios desregulados, raiva, obsessão, gritos e muito respirar fundo.

discuti com meu chefe. deixei trabalhos pra última hora. precisei correr atrás de coisas do intercâmbio…

enfim, eu tava a mil.

na sexta a noite, entregando meus últimos trabalhos de reposição de falta, a professora começou a preencher meus milhões de formulários.

“nossa, tua rotina deve ser cansativa, né”

“ahhh, é um pouco”

e me peguei pensando: será que é cansativa o suficiente?

será que é cansativa com propósito?

eu me divirto, descanso. não abro mão de nenhum prazer cotidiano ou social. será que eu realmente me canso o suficiente pra colher coisas incríveis no futuro?

será que é meu cansaço de hoje que diz o quanto serei merecedora de sucesso?

acho que tenho que me cansar mais.

pelo menos, as histórias contadas são assim. e a gente tenta seguir.